sábado, 4 de outubro de 2008

Família (Tormenta e Confiança)


A tempestade estava forte; o vento e a chuva estavam tomando conta da pequena embarcação que, a muito custo, ainda singrava os mares em direção ao porto de destino. Era água por todos os lados e ondas maiores que o barco faziam com que este se tornasse como uma pequena casca de noz perdida no grande oceano.
Os marinheiros tentavam a todo o custo solucionar o problema, embora reconhecessem que este era maior, bem maior do que eles. Sendo assim, faziam o que podiam, aquilo que estava às suas mãos: baixavam as velas, lançavam no mar aquilo que fosse dispensável e oravam, oravam muito.

Dentro da embarcação, porém, estava um menino que se divertia com a oscilação daquela embarcação. Encostava-se no casco do navio e, quando uma onda incidia contra a pequena nau, empurrava-o para o lado oposto do casco. Ele ria e brincava, achava que tudo era, na verdade uma grande diversão.

Um dos marinheiros aproximou-se dele e, num tom de forte recriminação, característico dos embarcadiços, falou ao petiz:
- Menino, você está brincando e se divertindo quando todos estão em apuros, clamando aos céus para que Deus nos preserve a vida?! Não sabe do perigo que corre?
- Sei, sim senhor, respondeu a criança.
- Então, por que não está com medo? Nós poderemos naufragar a qualquer momento!
- Não estou com medo não, senhor. É que o meu pai é o piloto deste barco. Eu confio nele.

A confiança de um filho em seu pai não depende da criança ou das circunstâncias, mas do próprio pai. Você pode ser um herói ou um vilão para o seu filho. O conceito dele a seu respeito depende muito de você.
(Extraído e Adaptado)
Fonte: site do CBP.